Ainda vale a pena ter um PSP em 2026?

Lançado pela Sony em 2004 (e em 2005 no Ocidente), o PlayStation Portable foi um console à frente do seu tempo. Mais de vinte anos depois, ele ainda desperta uma pergunta simples: será que ainda vale a pena ter um hoje?
O que era o PSP
A proposta do PSP, na época, parecia quase impossível: levar uma experiência de console de mesa para dentro do bolso. Ele chegou com uma tela widescreen, gráficos impressionantes para o padrão portátil, Wi-Fi, navegador, player de música, vídeos e fotos — uma espécie de smartphone antes dos smartphones existirem.
Um catálogo que ainda impressiona
Um dos maiores trunfos do PSP sempre foi seu catálogo de jogos. Alguns nomes ajudam a explicar por quê:
- God of War (Chains of Olympus e Ghost of Sparta)
- Metal Gear Solid
- Persona
- Monster Hunter
- GTA (incluindo Vice City Stories, um GTA completo dentro de um portátil)
- Gran Turismo
- Tekken
- Daxter
- Patapon e LocoRoco
- Metal Slug, perfeito para partidas rápidas
É uma biblioteca que mistura grandes franquias de console com jogos pensados especificamente para sessões curtas — o tipo de variedade que poucos portáteis conseguiram repetir depois.
A porta de entrada para a emulação
Outro ponto forte do PSP, principalmente hoje, é sua relação com a emulação. O hardware é bem documentado, tem uma cena de desbloqueio madura e roda emuladores de consoles clássicos com folga. Isso transforma o aparelho em uma espécie de "canivete suíço" retro: além do catálogo nativo, ele abre a porta para redescobrir clássicos de gerações anteriores.
Então, ainda vale a pena?
Colocando na balança os prós e contras de ter um PSP hoje:
A favor:
- Biblioteca enorme e variada, com clássicos que resistiram bem ao tempo
- Formato realmente portátil, ainda confortável para as mãos
- Cena de desbloqueio e emulação madura, que multiplica o valor do aparelho
- Preço acessível no mercado de usados
- Bateria que, mesmo depois de tantos anos, ainda entrega uma autonomia razoável
- Continua divertido — o que, no fim das contas, é o que mais importa
Pontos de atenção:
- É um hardware de mais de vinte anos, sujeito a desgaste (tela, bateria, leitor de UMD)
- Não tem o suporte oficial e a variedade de acessórios de um console atual
- Comprar jogos originais físicos pode ser mais caro do que optar por unidades desbloqueadas
Dizer que o PSP é "o melhor portátil de todos os tempos" é discutível — cada geração tem seus defensores. Mas, considerando custo-benefício, catálogo e a porta que ele abre para o mundo da emulação, é difícil negar que o aparelho ainda entrega uma experiência sólida.