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Consoles··3 min de leitura

Ainda vale a pena ter um PSP em 2026?

PSP

Lançado pela Sony em 2004 (e em 2005 no Ocidente), o PlayStation Portable foi um console à frente do seu tempo. Mais de vinte anos depois, ele ainda desperta uma pergunta simples: será que ainda vale a pena ter um hoje?

O que era o PSP

A proposta do PSP, na época, parecia quase impossível: levar uma experiência de console de mesa para dentro do bolso. Ele chegou com uma tela widescreen, gráficos impressionantes para o padrão portátil, Wi-Fi, navegador, player de música, vídeos e fotos — uma espécie de smartphone antes dos smartphones existirem.

Um catálogo que ainda impressiona

Um dos maiores trunfos do PSP sempre foi seu catálogo de jogos. Alguns nomes ajudam a explicar por quê:

  • God of War (Chains of Olympus e Ghost of Sparta)
  • Metal Gear Solid
  • Persona
  • Monster Hunter
  • GTA (incluindo Vice City Stories, um GTA completo dentro de um portátil)
  • Gran Turismo
  • Tekken
  • Daxter
  • Patapon e LocoRoco
  • Metal Slug, perfeito para partidas rápidas

É uma biblioteca que mistura grandes franquias de console com jogos pensados especificamente para sessões curtas — o tipo de variedade que poucos portáteis conseguiram repetir depois.

A porta de entrada para a emulação

Outro ponto forte do PSP, principalmente hoje, é sua relação com a emulação. O hardware é bem documentado, tem uma cena de desbloqueio madura e roda emuladores de consoles clássicos com folga. Isso transforma o aparelho em uma espécie de "canivete suíço" retro: além do catálogo nativo, ele abre a porta para redescobrir clássicos de gerações anteriores.

Então, ainda vale a pena?

Colocando na balança os prós e contras de ter um PSP hoje:

A favor:

  • Biblioteca enorme e variada, com clássicos que resistiram bem ao tempo
  • Formato realmente portátil, ainda confortável para as mãos
  • Cena de desbloqueio e emulação madura, que multiplica o valor do aparelho
  • Preço acessível no mercado de usados
  • Bateria que, mesmo depois de tantos anos, ainda entrega uma autonomia razoável
  • Continua divertido — o que, no fim das contas, é o que mais importa

Pontos de atenção:

  • É um hardware de mais de vinte anos, sujeito a desgaste (tela, bateria, leitor de UMD)
  • Não tem o suporte oficial e a variedade de acessórios de um console atual
  • Comprar jogos originais físicos pode ser mais caro do que optar por unidades desbloqueadas

Dizer que o PSP é "o melhor portátil de todos os tempos" é discutível — cada geração tem seus defensores. Mas, considerando custo-benefício, catálogo e a porta que ele abre para o mundo da emulação, é difícil negar que o aparelho ainda entrega uma experiência sólida.

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